quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

gula

São tantas as emoções adormecidas
sonhando uma realidade que as desperte
deste torpor nebuloso e estranho
Uma vontade gulosa de saborear da vida
e abandonar essa dieta que me consome
que me deixa com água na boca
de experimentar novos sabores
novas texturas,
suavemente adocicadas
ardorosamente apimentadas
Mas nada em mim sabe viver pela metade
ou estou inteira e entregue
ou ausente do nada
Porque enfim é nada
a superfície rasa
o encontro vazio
o desinteresse afetivo
Tudo a seu tempo
sábio senhor de nosso destino
da certeza que desconhecemos
de conjugar colheita e fruto maduro
Comer da fruta
quando dela extrairmos
sabor, doçura , frescor e alimento
capaz de saciar nossa fome...

Um comentário:

Priscila disse...
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"Coração mistura amores. Tudo cabe."