terça-feira, 13 de outubro de 2009
num corpo só
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
momentos

gentileza

Outro dia, em viagem pro Rio, parei para um lanche e, claro, pra me esticar um pouco após 3 horas dirigindo. Como gosto muito de um cafezinho depois do almoço e pra despertar e enfrentar mais 3 horas de viagem, pedi um carioca pra mocinha da cafeteria.
Ao me entregar a xícara percebi o quanto estava tremendo e observei que outra funcionária dava orientações sobre o serviço. Perguntei: “Hoje é o seu primeiro dia de trabalho aqui?” Ao que ela, surpresa respondeu: “É sim.”
Olhei bem nos seus olhos, abri meu melhor sorriso e disse: “ Fica tranqüila, você está se saindo muito bem. Vai dar tudo certo, você tem jeito de quem aprende tudo rapidinho.”
Quase deu pra sentir seu alívio pelo suspiro. Sorriu relaxada e a sua colega aproveitou a oportunidade para brincar com ela e reforçar o que eu havia dito.
Gentileza. Muito mais do que as minhas palavras ou atitudes possam ter feito de bem para aquela moça, fez um enorme bem pra mim. E foi tão fácil, tão simples. Não me custou nada e ainda parece desencadear mais gentilezas em volta, como um efeito dominó.
“...Gentileza é o exercício cotidiano de vestir a pele do outro. É cuidar não de alguém, mas de qualquer um. Mesmo que ele não seja nosso parente, mesmo que seja um estranho. Cuidar por nada. Sem precisar de motivo. Cuidar por cuidar....
...Gentileza não é mesmo algo que temos, é mais algo que somos. E que nos tornamos. Talvez o verdadeiro poder esteja naquele que pode dar sem esperar nada em troca....
Assim como inventaram um dia sem carro, acho que podíamos criar um dia com gentileza. Não precisa ser uma campanha de massa, basta uma decisão interna, silenciosa, de cada um. Só para experimentar. Um dia só tentando ser gentil. Engolindo a palavra ríspida, calando a fofoca ainda no esôfago, olhando de verdade para as pessoas, escutando o que o outro tem a dizer, mesmo que não nos pareça tão interessante, sorrindo um pouco mais.
Pequenos gestos. Segurar o elevador, dar oi e dar tchau, não se atravessar na frente de ninguém nem sair correndo para ser o primeiro, ter paciência em vez de se irritar, elogiar um pouco mais, deixar passar o que não foi tão legal, mas também não foi tão grave e, quando a crítica for imprescindível, abusar da delicadeza. Um dia só, mesmo que seja apenas para experimentar algo diferente.
Quem sabe o que pode acontecer?”
Trecho do artigo da Eliane Brumm – revista Época
domingo, 11 de outubro de 2009
escorregando entre os dedos
desiderata

certezas

Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros...
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.
mario quintana
sábado, 10 de outubro de 2009
algo melhor

Ah, eu mordo, mordo a vida como uma maça suculenta. Brinco com ela feito um peixe e sou feliz. E o que é ser feliz? É seguir sempre
Tenho uma fonte de vida profunda, clara, agridoce. ... E nem sequer me aproximei ainda do final.
(Dos diários de Sylvia Plath)
"Coração mistura amores. Tudo cabe."